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Senhores da Guerra

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Os bastidores de "Senhores da Guerra" às margens da Lagoa dos Patos

ZH visitou base de produção do longa-metragem de Tabajara Ruas, na Fazenda do Pontal, em Barra do Ribeiro

Na manhã desta segunda-feira, a Igreja das Dores vai surgir imponente em meio a um cenário dos anos 1920. É no portentoso templo do Centro Histórico de Porto Alegre que uma das cenas-chave da segunda parte de Senhores da Guerra será filmada. O longa de Tabajara Ruas, que está sendo rodado até o fim deste mês em várias locações do Rio Grande do Sul, estabeleceu QG na Fazenda do Pontal, em Barra do Ribeiro. Foi essa bela paisagem às margens do Guaíba que ZH visitou na semana passada para conversar com o diretor e a equipe sobre alguns aspectos da produção.

Confira:

Encontro de gerações

Em certo momento, na tenda onde está instalado o vídeo assist (equipamento que permite ao diretor acompanhar as imagens captadas pela câmera em um monitor), Tabajara Ruas divide o espaço com três profissionais de idades, formações e experiências de cinema imensamente distintas. Enquanto o diretor de fotografia Ivo Czamanski, mais de cinco décadas de carreira, observa luz e enquadramento, a jovem Gabriela Bervian, oriunda das turmas dos cursos superiores de cinema implantados nos últimos anos, responde pelo som do filme. Entre os dois, preocupado com a disposição dos objetos em cena, está Eduardo Antunes, cenógrafo, artista visual e diretor de arte de Senhores da Guerra. Tabajara se diz impressionado com o trabalho da gurizada que reuniu para o projeto.

– Aquelas meninas (aponta para as figurinistas) sabem muito e pegam junto, costurando a roupa de cada figurante. E agora sujando-as – ele diz, referindo-se ao pedido que havia feito um pouco antes, quando notara que as fardas dos soldados estavam "limpas demais".

Como já ocorrera com Netto Perde sua Alma (2001), longa codirigido com Beto Souza, o novo épico do escritor e cineasta é um verdadeiro encontro de gerações do cinema gaúcho. Em tempo: os figurinos de Senhores da Guerra: Parte II, em sua maioria originais, não aproveitados nem na Parte I, são assinados por Coca Serpa, Francine Mendes e Caroline Scortegagna.

Armamento pesado

Cada uma das duas partes de Senhores da Guerra tinha orçamento de R$ 4 milhões. Conta Ligia Walper, produtora-executiva do projeto, que “só foi possível captar a metade dessa quantia”:

– Mas resolvemos filmar e finalizar a produção mesmo assim, ou demoraríamos ainda mais tempo para realizá-lo.

Se a estimativa de custos é semelhante (R$ 2 milhões despendidos em cada um), os números da Parte II são ainda mais grandiosos do que os da Parte I. São, no total, 816 figurantes, contra 600 do longa-metragem anterior. Cerca de 150 fuzis e 30 revólveres foram emprestados pela Brigada Militar, que enviou uma unidade ao set de Barra do Ribeiro para garantir a segurança das armas.

A equipe de produção construiu ainda 20 tacapes talhados em madeira semelhantes àqueles que foram utilizados à época da Revolução de 1923. São usados em cena junto a 45 espadas e outros artefatos – entre os quais um rifle especial calibre 22.

– É de verdade! – diz, ameaçadora, a produtora Dani Fogliatto, empunhando uma espingarda como se estivesse ali garantindo a segurança de uma das tendas que abrigam os integrantes da equipe do vento gelado que corta as terras dos Borghetti durante as filmagens.

Ponte aérea

Mesmo que seja formado, quase que em sua totalidade, por gaúchos, o elenco de Senhores da Guerra: Parte II não escapa de imprevistos e das necessidades de viagens de seus atores em meio às filmagens. Rafael Cardoso passou parte da semana passada no Rio, acertando detalhes da próxima novela de que vai participar. E da qual nada pode adiantar, afirma, por telefone.

– Mas desta vez não será uma produção de época – brinca, lembrando que este é o terceiro épico de longa-metragem que emenda em três anos (além do primeiro Senhores da Guerra, também filmou O Tempo e o Vento), e que a própria trama da novela Lado a Lado (ele interpretava o personagem Albertinho) se passava no início do século 20. – Já me tornei um freguês assíduo dos épicos gaúchos, um especialista nesse tipo de filme. Isso é legal porque nossa história é muito rica e precisa ser contada. E também porque esses projetos fazem recordar minha infância, quando ia com meu tio assistir aos longas do Teixeirinha.

No caso de Marcos Breda, a correria parece ser ainda maior. Durante o mês de maio, o ator intercala as filmagens de Senhores da Guerra com participações na série global Pé na Cova e na produção da HBO Se Eu Fosse Você, baseada nos filmes estrelados por Glória Pires e Tony Ramos. Entre o Rio de Janeiro e o interior gaúcho, Breda ainda se dedica ao automobilismo, hobby que rendeu compromissos de trabalho como o Kart das Estrelas, quadro do Domingão do Faustão.

– O legal disso tudo – diz Rafael Cardoso – é que a equipe deste filme se constituiu como uma família, mesmo, de um jeito que poucas vezes eu tinha visto até aqui na minha experiência com cinema. O estilo leve do Tabajara tem grande parte de responsabilidade nisso.

Sede de história

Tabajara Ruas quer lançar Senhores da Guerra em pelo menos dois formatos, com seis episódios de 30 minutos para a televisão e com dois longas de uma hora e meia para os cinemas (e homevídeo). Nesta última versão, o projeto pode ser considerado o quarto (e o quinto) longa-metragem do escritor. Uruguaianense, ele se lançou à realização de cinema em 2001, com Netto Perde sua Alma. Depois, realizou sua sequência, Netto e o Domador de Cavalos (2008), e o documentário Brizola – Tempos de Luta (2007).

Não se perca: os filmes sobre o general Antônio de Souza Netto voltam até a Guerra dos Farrapos (1835 – 1845), enquanto o novo projeto fala de acontecimentos relativos à Revolução de 1923, que pôs frente a frente os chimangos, partidários do presidente de Estado Borges de Medeiros, e seus oposicionistas, os maragatos, liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil.

– Esse conflito traz respingos da Revolução Federalista (1893 – 1895) – diz Tabajara, evidenciando um gosto pelos épicos históricos de formação do Rio Grande do Sul. – Acho que esse tipo de filme, além de importante por registrar e refletir sobre nossa história, pode ter penetração no mercado latino-americano. E nós temos de parar de ser tímidos e não temer os sets maiores, com explosões, exércitos e cavalarias. Para mim, o ato de filmar traz um prazer físico que esses sets contemplam.

Se há dificuldades de mercado – e há, tendo em vista as baixas arrecadações dos títulos semelhantes –, o cineasta acredita que existem soluções.

– Penso nesse formato de lançamento conjunto para cinema, DVD e televisão visando justamente a aumentar a capacidade de o filme alcançar seu público – explica.

Um novo longa-metragem sobre o general Netto, cumprindo a ideia inicial de formar uma trilogia sobre ele, no entanto, se um dia existir, deve ser um épico mais intimista.

– Não penso nesse projeto concretamente, mas, se houver um terceiro longa, será com o protagonista já envelhecido. Uma trama sem muitas batalhas, uma produção menor.

Fonte e texto:Daniel Feix - daniel.feix@zerohora.com.br



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