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Marcelo Almeron Vasconcelos: instrutor de danças

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O psicólogo das danças tradicionais

Natural de Uruguaiana, Marcelo Almeron Vasconcelos, psicólogo com graduação pela UNIJUÍ e pós-graduado pela UNISC em “Clínica Psicanalítica, 37 anos, faz a sua história pelos palcos do Rio Grande. Teve contato com a tradição gaúcha no ano de 1988, quando ingressou na invernada juvenil do CTG Sinuelo do Pago, onde participou da invernada adulta até o ano de 1993. De lá pra cá veio construindo sua trajetória no interior do estado. Vamos conhecer um pouco desse jovem talento do Rio Grande nesta Charla com o Portal MTG.
 
Portal –Marcelo, conte-nos de tua trajetória como instrutor de danças:

Marcelo -Comecei como instrutor ajudando a invernada mirim do Sinuelo em 1992, mas em virtude dos estudos tive que ir morar em Ijuí, onde conheci pessoas importantes nesta trajetória, onde destaco a pessoa do Sr. Pedro Darci de Oliveira, alguém que me orientou e até hoje me auxilia em algumas situações do ponto de vista de indumentária e interpretação.
A partir disso, fiz um processo talvez inverso, pois fiz parte no primeiro momento da equipe técnica do FEGART nos anos de 1995 e 1997, o que permitiu ampliar meus conhecimentos e participar como avaliador de diversos festivais e rodeios não só no nosso Estado, mas também no Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, entre outros. Em junho de 1997 paralelamente a função de Avaliador, fui convidado pelo patrão do CTG Clube Farroupilha para iniciar um trabalho a longo prazo com a invernada adulta, sendo que este perdura até hoje.
 
Portal – E hoje, como é teu trabalho com os grupos pelo estado?

Marcelo - Atualmente desenvolvo o trabalho como instrutor nas seguintes entidades:
CTG Clube Farroupilha, cidade de Ijuí desde Junho de 1997.
CTG Julio de Castilhos, cidade de Julio de Castilhos desde Maio de 2009.
CTG Rodeio da Saudade, cidade de Cruz Alta desde Janeiro de 2010.
CTG Aconchego dos Caranchos, cidade de Alegrete desde Dezembro de 2010.
Acredito ser importante destacar também as outras entidades que já desenvolvi trabalhos deste tipo, DT Querência das Dores (Santa Maria), DT Continente de São Pedro (Cruz Alta), CFTG Farroupilha (São Borja), CEF Martin Fierro (Uruguaiana), CTG Tropilha Crioula (São Borja), CTG Felipe Portinho (Marau), CTG Tríplice Aliança (Uruguaiana), CTG Pompilio Silva (Santo Augusto), DTG A.A. Souza Cruz (Santa Cruz do Sul), CTG Rodeio da Tradição (Cascavel), CTG Querência da Serra (Cruz Alta), CTG Vinte de Setembro (Santo Ângelo), CTG Tropeiro Velho (Rio Brilhante).
 
Portal – Sempre tem aquele momento marcante em nossas vidas. Nos fale de uma passagem que marcou a tua trajetória.

Marcelo – Escolher uma passagem marcante entre todos estes trabalhos realizados é bem difícil, mas destaco algumas bem importantes. Como os trabalhos se desenvolvem em sua maioria visando os concursos, competições, resultados. Lembro da primeira vez que consegui estar como instrutor no domingo do ENART, com o DT Querência das Dores no ano de 2000.
Também das vezes que o CTG Clube Farroupilha conseguiu colocações entre os cinco primeiros, alcançando o 4° lugar em 2005 e o 3° lugar em 2006. Alguém pode pensar ao ler isso que talvez signifique muito pouco, porém penso que chegar próximo ao objetivo é de alguma maneira ser também vencedor, em virtude de que talvez para conseguir alcançar estas colocações os grupos tiveram que superar muitos obstáculos, inclusive suas limitações técnicas e subjetivas.
 
Portal – Nesse trabalho de instrutor, acha importante trabalhar outras questões que não sejam somente as danças?

Marcelo – Com certeza é interessante trabalhar outras questões para além da dança, no meu caso, utilizo muito da experiência como psicólogo no trabalho como instrutor, como exemplo cito as dinâmicas de grupos que sempre auxiliam no entendimento das relações humanas, assim como “os retiros”, espaço de estudo, reflexão e aprimoramento técnico.
Acredito que exercermos uma função onde somos formadores de opiniões, despertamos em alguns alunos o desejo de também trabalhar como instrutor, sendo assim, devemos ter o cuidado de como transmitir nossas experiências, digo transmitir, em função de que talvez não ensinamos a dançar, mas sim, “transmitimos nossas vivências e conhecimentos” e, estando nesse lugar de transmissão, nos permitimos aprender com nossos alunos.
 
Portal – E por que tu acha que não são trabalhadas?

Marcelo – Talvez em alguns casos não se consiga trabalhar outras questões, em virtude de não se ter um trabalho a longo prazo e bem planejado, muitas vezes somos chamados para realizar “correções” e desta forma, não se tem tempo de fazer ou pensar algo para além do dançar e também porque nem todas as patronagens estão dispostas a apoiar um trabalho diferenciado e planejado, em alguns casos, ter um grupo ensaiando é o suficiente.
 
Portal – Como você vê as dificuldades pra se chegar a um consenso quando se trata de danças tradicionais?

Marcelo –Porque cada um tem um “estilo” de trabalho, uma forma de pensar isso em função de que cada instrutor vem de “escolas” diferentes, de regiões diferentes, mas também muito em virtude das possibilidades que a nossa cultura em termos históricos nos apresenta, digo isso pensando nas questões referentes a parte da interpretação onde temos inúmeras possibilidades.
E é claro, não podemos esquecer que cada um defende seus interesses, e que se um dia chegarmos a um consenso talvez pudesse “perder a graça”, pois a diferença nos possibilita crescimento e nos últimos anos evoluímos bastante nesse contexto, tanto que já estamos na 3ª edição do livro “Danças Tradicionais Gaúchas”, publicação do MTG. É verdade que precisamos ampliar e evoluir em outros segmentos, mas ainda estamos vivenciando um processo de transição.
 
Portal – Sobre a Força “B” no ENART. Achastes importante? E a transmissão via internet?

Marcelo – A Força B possibilita a realização de muitos grupos que estão iniciando um trabalho, participar, concorrer no ENART, conseguir viver a experiência de dançar a final, porém se faz necessário rever a importância que o MTG dá para esta categoria, principalmente no que se refere à estrutura.
Quanto à transmissão da internet é algo fantástico, porque a tecnologia coloca nossa cultura e tradição no mundo todo. Um exemplo disso foram os inúmeros torpedos no celular que recebi após as apresentações dos meus grupos e também depois da entrevista que concedi para TV ENART. É uma forma muito interessante de divulgar o evento, mas ainda sonhamos com o dia que será transmitido pela TV aberta.
 
Portal –O que tu sugere como motivador para os grupos que estão se preparando pra concorrer em rodeios ou mesmo no ENART?

Marcelo -Penso que entrar em qualquer concurso já é motivo de mobilização e expectativa, no entanto, acredito que se faz necessário sempre um bom planejamento, porque quem não planeja está se preparando para fracassar. Lembro de quando assumi a invernada do CTG Clube Farroupilha em 1997, disse a eles na primeira reunião que primeiro tínhamos que montar um grupo e que depois de 5 anos poderíamos pensar em dançar no domingo do ENART e de que levaríamos 10 anos para pensar em disputar o título, coincidência ou não em 2002 (5 anos após o início) conseguiram dançar o domingo, e em 2006 (9 anos após o inicio) ficaram em 3º lugar.
Faça 1% melhor a cada ensaio, pois querer fazer 100% melhor é se colocar na obrigação de ser o que você não é.
 
Portal – Depois da Reunião do dia 19 de fevereiro, no 35 CTG, que lições ficam, o que reivindicastes e qual a tua perspectiva para 2011?

Marcelo -Infelizmente por motivos profissionais não pude comparecer na reunião do dia 19/02 no 35 CTG, o que me impossibilitou de reivindicar qualquer alteração, mesmo assim, tenho como perspectiva para este ano, independente de quem esteja a frente do evento, a realização de um trabalho com transparência, possibilitando espaços para debates das questões que muitas vezes nos incomodam.

Marcelo Vasconcelos :“Gostaria de agradecer a oportunidade de poder expressar um pouco das minhas idéias e também agradecer a minha família por ter me incentivado ao longo de todos estes anos a continuar preservando a nossa Tradição.”
 
Entrevista por Rogério Bastos para Portal MTG

Fonte: MTG


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