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Rodi Pedro Borghetti - Patrono da Semana Farroupilha

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Rodi Pedro Borghetti, o patrono da Semana Farroupilha
Os festejos da data máxima dos gaúchos vão de 14 a 20 de setembro.

 Rodi Pedro Borghetti, 78 anos, nascido e criado em meio às tradições do Rio Grande do Sul, é o patrono da Semana Farroupilha deste ano. Os festejos da data máxima dos gaúchos vão de 14 a 20 de setembro.

Borghettão, como é conhecido o pai do músico Renato Borghetti, o Borghetinho, afirma que recebeu o convite com surpresa. ‘‘É uma honra e um orgulho. Eu não esperava que fosse convidado. Mas, depois, raciocinando bem, acho que mereço’’, explica, com base nos seus 45 anos de dedicação ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Borghettão é um apaixonado pelas tradições, frequentador assíduo de Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). De origem italiana, esse gaúcho de Flores da Cunha é casado com a hamburguense Alda Becker Borghetti, 80 anos.

Além de Renato, o casal também tem o filho Marcos, advogado de formação e empresário do mano artista.

Já em sua cidade natal, costumava acompanhar o pai Aparício, delegado de Polícia, que trabalhava pilchado.‘‘Eu gurizinho, vestindo bombacha e chinelo, saía a cavalo com ele pela cidade’’, recorda. De Flores da Cunha, após cursar o primário, o então garoto Rodi foi estudar no Ginásio do Carmo, em Caxias do Sul. Aos 18 anos, Porto Alegre passou a ser a sua morada. A partir daí, no Colégio Júlio de Castilhos, o jovem passou a usar pilcha. ‘‘Aí eu comecei a sentir o que é a tradição e o folclore gaúcho, principalmente a partir do surgimento do 35 CTG em 1948’’, explica. Ele foi patrão do 35 durante sete anos. Também comandou o MTG duas vezes.

O jovem Rodi pisou pela primeira vez no 35, aos 20 anos, levado pelo amigo Valdomiro de Moura Leria.

Mais tarde cursou a Faculdade de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1961. Foi na Capital que Borghettão conheceu a companheira Alda, moradora de Novo Hamburgo na então Vila São José, hoje bairro comomesmo nome. Depois de um namoro de dez anos, veio o casamento na Igreja da Piedade, em Hamburgo Velho.

RECANTO BORGHETTI

A família costuma se reunir em volta do fogão, para cantar, comer e beber com os amigos.Ocanto predileto dos Borghetti fica às margens do Rio Guaíba, em Barra do Ribeiro. Ali, pai e filho são vizinhos, proprietários da Fazenda Pontal, onde plantam e criam animais (cavalos, ovelhas, entre outros). Um local aconchegante, onde se trabalha e descansa. O Recanto Borghetti também costuma servir de cenário para gravações para a televisão.

Amigos e turistas sempre são bem vindos para as já tradicionais cavalgadas da lua cheia. Na estrada que liga Guaíba a Barra do Ribeiro, quem escutar uma gaita acompanhada com cantorias gauchescas e sedeparar com gente pilchada e a cavalo, pode desconfiar que são os Borghetti. Esses gringos totalmente agauchados são exemplo de trabalho e sucesso. E que sucesso, tchê...

Vida dedicada ao tradicionalismo

Rodi também foi criador e primeiro presidente da Fundação Cultural Gaúcha do
MTG, ex-conselheiro da Confederação Brasileira daTradição Gaúcha (CBTG), exintegrante da Confederação Internacional da Tradição Gaúcha (Brasil-Argentina-Uruguai) (CITG), diretor do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (autarquia estadual) e sócio-benemérito da Estância da Poesia Crioula. Ganhou a Comenda Cruz de Ferro em 1980 e a Medalha João Simões Lopes Neto em 2002, ambas do governo do Estado do RS, além da Comenda Barbosa Lessa do MTG, em 2005.

É no aconchegante Recanto Borghetti, local que mantém todas as atividades normais de uma estância gaúcha com criação de animais e plantações, que Borghettão mais se sente à vontade. Na foto, ele prepara e cavalga com a égua Peleia na fazenda de 500 hectares da família, em Barra do Ribeiro, às margens do Rio Guaíba, cenário perfeito para se cultuar as tradições do Rio Grande do Sul.

Momentos especiais de Borghettão. Em julho de 1980, ele presenteou o papa João Paulo II com chapéu durante a primeira visita do pontífice a Porto Alegre. Cavalgar com os filhos Renato e Marcos faz parte da rotina do patrono da Semana Farroupilha. Ele é um dos fundadores dos Cavaleiros da Paz, um grupo tradicionalista que já percorreu mais de 10 mil quilômetros na América do Sul.

Os Serranos e o Campeiro Feliz OABC foi testemunha de um encontro especial no Recanto dos Borghetti, em Barra do Ribeiro. O grupo Os Serranos visitou Borghettão, que será homenageado como capa do próximo CD do mais tradicional conjunto gauchesco, que tem 42 anos de sucesso. As fotos foramfeitas pelo fotógrafo Eduardo Rocha e o lançamento do disco Campeiro Feliz está previsto para o mês de outubro. Na foto, Borghettão com Edson Dutra, Everton Dutra, Walter Jeger Júnior, Daniel Hack, Candido Mendes Júnior, Alex Morais e Anderson Ribeiro, integrantes de Os Serranos.

Um conhecedor da história do seu povo 

Borghettão integra a comissão organizadora dos festejos estaduais. No dia 14 de agosto, ele participou do acendimento da 63 a Chama Crioula, no cais do porto de Itaqui, evento que contou com a presença de representantes das 30 regiões tradicionalistas do Estado, além de cavalarianos do Uruguai e da Argentina. ‘‘O acendimento da chama é umdos atos mais importantes que aconteceram no início do movimento tradicionalista gaúcho.’’Foi no dia 7 de setembro de 1947, com Paixão Cortes, Cyro Dutra Ferreira e Fernando MachadoVieira, três integrantes do histórico Grupo dos Oito, que tudo começou.O patrono conta como surgiu a Chama Crioula.

Naquela época estava sendo extinto o Fogo Simbólico da Semana da Pátria. ‘‘Esses então rapazes, todos fundadores do 35 CTG de Porto Alegre, que estudavam no Colégio Júlio de Castilhos, vinham se reunindo, querendo criar uma entidade que cultuasse as tradições e o folclore do Rio Grande do Sul’’, recorda.

Antes de extinto o Fogo Simbólico, Paixão Cortes, Fernando Vieira e Cyro Ferreira retiraram uma centelha que ardeu em um candeeiro crioulo até a meia-noite do dia 20 de setembro. O Grupo dos Oito tinha ainda Antônio João de Sá Siqueira, João Machado Vieira, Cilso Araújo Campos, Ciro Dias da Costa e Orlando Jorge Degrazzia.

Borghettão destaca o sentimento de nacionalidade que foi o ato de criação da Chama Crioula. ‘‘Não é só Rio Grande do Sul, é o Brasil dentro do Rio Grande. Desde aquela época o sentimento de brasilidade era muito forte’’, diz o patrono, rechaçando qualquer tese de separatismo do povo gaúcho.

O Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, se transformou na maior festa popular do RS. ‘‘É impressionante.Visitantes de outros Estados e estrangeiros que chegam ficam encantados com aquilo. ’’

LOMBA GRANDE

Rodi conhece diversos CTGs e entidades tradicionalistas. Da região, destaca a Sociedade Gaúcha de Lomba Grande, que começou em 1938. ‘‘Antes da criação do primeiro CTG, Lomba Grande já cultuava a tradição gaúcha, principalmente em relação à cavalaria, que vinha dos alemães. Misturaram a tradição gaúcha com a alemã.

Por sinal hoje temos a influência de diversas culturas’’, salienta.

Fonte: José Diehl, Jornal VS



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