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A história do Acampamento Farroupilha

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Curt Zimmermann e a história do Acampamento Farroupilha

No início de 1981 o engenheiro agrônomo Curt Alfredo Guilherme Zimmermann estava perto de concretizar algo que havia idealizado dez anos antes: a construção de um local para atividades relacionadas à tradição gaúcha, inclusive a lida campeira. Zimmermann passou sua infância e parte da adolescência nas proximidades da rua Barão do Amazonas, no bairro Glória, na época uma área com características rurais.

Ele tinha vizinhos que trabalhavam como carroceiros e que, nas horas vagas, realizavam diversas atividades em sua rua, como cancha reta, carneação e churrascadas em dias de festa. É da afinidade com esse tipo de tradição que surgiu a ideia de criar um local específico para isso, o parque da Harmonia.

Apesar de ligado às tradições gaúchas desde a infância, Curt foi saber mais a fundo sobre a cultura e a história do Rio Grande do Sul quando conheceu o tradicionalista Glaucus Saraiva, em 1971. Neste ano ele foi convidado a coordenar a execução de um gramado, no terreno que envolvia a construção do Galpão Crioulo do Palácio Piratini, projetado e executado por Glaucus.

"Conheci nesta ocasião este apaixonado e estudioso gaúcho, que explanava a importância da cultura à nossa tradição, frisando ser necessário que os habitantes desta terra tivessem mais informações sobre o assunto, pelo fato de nossos antepassados terem deixado fartos rastros de bravura, gravados neste solo, caracterizando a história de um povo guerreiro e defensor deste sul desta grandiosa nação", conta. Foi nesse encontro com Glaucus Saraiva e nas conversas que travou com ele, que surgiu a idéia de se criar um lugar que representasse tudo isso.

Curt Zimmermann, engenheiro da divisão de parques e praças da Secretaria Municipal de Obras e Viação de Porto Alegre (Smov), concluiu a construção do Parque Marinha do Brasil em 1981. Neste mesmo ano, relatou ao então secretário, Renzo Francischini, sua preocupação com o descarte indiscriminado de caliças nas calçadas. Lembra que este mesmo material já havia sido usado para a construção de parques como o próprio Marinha do Brasil e o Moinhos de Vento, o Parcão.

Foi quando o secretário Francischini pediu que Curt o acompanhasse para conhecer uma área que ficava em frente ao prédio da Smov, que ia da Avenida Ipiranga até a Usina do Gasômetro. Depois de analisar a topografia, viu que era possível fazer o aterro para abrigar o novo parque. Recebeu todo o apoio da prefeitura com máquinas para fazer o trabalho e materiais da CRT (antiga estatal de telefonia), CEEE e Brigada Militar. Além da caliça, recebeu doações de telhas, capim santa fé, saibro e brita fina. "A execução desta obra em tempo recorde, foi algo realmente surpreendente, pois não havia verba prevista no orçamento do município para a execução do parque da Harmonia (Maurício Sirotsky Sobrinho). O aporte financeiro foi mínimo.", relata Curt.

O terreno começou a tomar forma em seguida, os passeios estavam prontos, uma sede havia sido construída e surgiam as primeiras churrasqueiras no capão dos salseiros, onde também foi erguido o primeiro galpão fogo de chão. Surgia ali o Parque Porto dos Casais. Uma lei do mesmo ano, sancionada pela Câmara de Vereadores, alterou o nome para Parque da Harmonia, por sugestão do vereador Glênio Peres. Ainda em 81, o local já recebia seus primeiros frequentadores, que faziam seus churrascos nos quiosques aos finais de semana. "Nesta época, as churrasqueiras eram inexistentes nos apartamentos", recorda Curt.

Inaugurado em 4 de setembro de 1982, o parque passou a servir parada para os gaúchos que visitavam a Capital durante a semana Farroupilha. Os frequentadores mais antigos faziam suas gauchadas bebendo e tocando gaita ponto e violão, principalmente nos finais de semana, quando o local é muito utilizado por famílias. Em 83, no primeiro aniversário do Harmonia é realizada uma grande festa com churrasco, comida campeira, declamações, apresentações de cantores gaúchos, gineteadas e tiros de laço.

Pela obra, Curt Zimmermann foi homenageado recebendo uma placa alusiva do prefeito e um título de cidadão emérito da Câmara de Vereadores. Sempre atento ao propósito do Acampamento, e contra aqueles que procuravam fazer do parque um palanque político, elaborou a seguinte frase: "Ao cruzares esta porteira, pendura no cabide da humildade teus preconceitos, diferenças e rivalidades, mas, se ainda conservares algum orgulho, que este seja o de ser gaúcho".

Em 1984 a fazendinha do Harmonia passou a ser administrada pela antiga Epatur (empresa pública municipal, responsável pelo Turismo da Capital). O galpão que existia na época foi alugado para a churrascaria Galpão Crioulo. Em outubro de 1986 incendiou. Foi reconstruído com as mesmas características. Desde 1987 (ano do primeiro acampamento farroupilha oficial e quando o parque passa a se chamar Maurício Sirotsky Sobrinho), os acampamentos foram mistos entre CTGs, DTGs, piquetes, famílias, associações e entidades afins. Em 1990 passou a ser cobrado espaço para o comércio, quando a 1ª RT assumiu a coordenação. Em 1997 assume o MTG. O evento cresceu de ano a ano, devido à divulgação entre os jovens que aderiram a música dos conjuntos bailáveis que surgiram nos últimos anos.

O número de acampados evoluiu com o tempo. Até 95 eram em torno de 100. De 96 a 200, subiu para 170 grupos. De 2001 a 2003 foi para 240. Em 2004, passou para 317, mais praça de alimentação e pontos comerciais. Em 2005 foi instituída a obrigatoriedade de apresentação de projetos culturais por parte das entidades acampadas. O número de participantes cresceu até 2008, quando atingiu 400 entidades culturais, mais patrocinadores e entidades organizadoras. Para 2009 o limite foi diminuído, em razão de obras no local que restringiram a área útil do evento. Nesta edição, de 2010, há cerca de 370 entidades acampadas. A tendência é de que o número atualmente praticado se consolide, pelo menos enquanto a área disponível for a atual.

O engenheiro responsável pelo projeto não imaginava que seu sonho fosse tomar tamanha proporção. "A conquista deste feito foi realmente um marco de extrema importância para mim, pois não imaginava a repercussão que viria depois", confessa o idealizador do parque e percussor do Acampamento Farroupilha.

Fonte: Blog Roda de Chimarrão e Portal PMPA

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