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Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus

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Se a arte dependesse apenas dos críticos, seria estéril

Mário Chagas, poeta, museólogo, diretor de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus

Porto Alegre reuniu mais de 30 artistas e profissionais ligados à produção artística contemporânea para debater a relação entre arte, museus e Estado. A iniciativa, que partiu do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, e da Secretaria de Estado da Cultura, coloca a Capital no mapa do caminho da definição de uma política pública para o setor. Não se trata de uma escolha aleatória. Como sede da Bienal do Mercosul, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e da Fundação Iberê Camargo, além de ostentar o título de segundo Estado em número de museus depois de São Paulo, o Rio Grande do Sul fez por merecer o Colóquio Internacional de Arte Contemporânea e Museus.

ZH ouviu ontem o poeta e museólogo Mário Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram e ex-diretor da Escola de Museologia da Unirio. Na sexta-feira, ele será o mediador da mesa de debates Transversalidades Poéticas, às 11h, no Santander Cultural:

Zero Hora – Como surgiu a ideia de realizar o colóquio internacional em Porto Alegre?

Mário Chagas – A justificativa mais óbvia é a presença do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre no panorama de arte contemporânea, com um grande número de museus. Há também uma tradição consolidada com a Bienal do Mercosul. Tudo isso nos leva a olhar Porto Alegre como um centro cultural de grande importância no panorama da arte contemporânea. Também tínhamos a ideia de sair do eixo do Sudeste e olhar o Brasil de outro ângulo.

ZH – Qual é a posição de Porto Alegre entre os polos de arte contemporânea fora do eixo Rio-São Paulo?

Chagas – Eu diria que é um pouco difícil falar nesses termos. Porto Alegre é um dos principais polos de produção de arte, seja na música, nas artes visuais, no patrimônio ou na memória. Há polos espalhados por Belém, Recife, João Pessoa, para os quais muitas vezes não se olha e que, de repente, aparecem com algo surpreendente.

ZH – Arte contemporânea, para uma parte da crítica, é um conceito problemático, especialmente quando se trata de diferenciar o que é perene e o que é efêmero e não mereceria, por exemplo, figurar num museu. O colóquio vai abordar esse problema?

Chagas – Sabemos que é um conceito complexo. Estamos dialogando com vários campos artísticos. Por isso, esse colóquio internacional fez questão de convidar e trabalhar com artistas, pesquisadores, críticos, colecionadores e galeristas muito diferenciados. Toda produção é, no mínimo, contemporânea do seu próprio tempo. Estamos falando da arte produzida no tempo atual e que enfrenta os problemas da atualidade, lança um olhar crítico a esses problemas. Quando lidamos com o campo das artes visuais do século 19, por exemplo, para citar o acervo do Margs, podemos lançar um olhar contemporâneo sobre isso. O que o colóquio quer é avançar na interface entre arte contemporânea e museu. É por isso que lançamos mão da ideia de transversalidade.

ZH – Qual é o papel da crítica e do público nesse debate?

Chagas – Esse será um dos pontos centrais do colóquio. Fizemos questão de promover uma conversa de artistas, produtores culturais, pesquisadores, galeristas, conservadores e museólogos. Entendemos que a arte, hoje, não está focada num único grupo. O papel dos críticos é fundamental, mas se a arte dependesse apenas dos críticos seria estéril. Não haveria possibilidade de avanço ou de diálogo. Os artistas são fundamentais nisso. O artista, o crítico, o pesquisador e mesmo o público leigo, até as crianças, têm um papel nesse sistema de arte, que é social por natureza. Os papéis de cada um deles são importantes, mas não existem sozinhos.

ZH – Na sua opinião, a mediação entre esses atores cabe ao Estado?

Chagas – Como se trata de uma relação complexa, ela não deveria ficar focada em um único ente. A mediação deve ser construída dentro de uma política pública. Isso depende de uma relação da sociedade com o Estado, com o mercado, com os entes livres que não estão em nenhuma categoria. Se essa mediação ficar focada em um único ponto, há o perigo de ela ser mal conduzida. Ela tem de ser trabalhada entre vários entes. Não se trata de um fenômeno simples. Temos de aceitar a tensão que existe nisso tudo. O Estado tem o papel de indutor, de colaborador na construção de uma política pública de valorização e estímulo à arte. É o que estaremos fazendo em Porto Alegre. Esperamos que o debate que haverá no Rio Grande do Sul contribua para a construção dessa política pública.

LUIZ ANTÔNIO ARAUJO

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