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Analfabeto político

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O pior analfabeto é o analfabeto político
por Prof. Carlos Alberto Barcellos

Bertolt Brecht é o autor da expressão que dá título a essa crônica.  Estamos entrando num segundo semestre letivo importante para a compreensão de palavras sérias como  política. É tempo de eleições. A propaganda está nas ruas, desafiando nossa sensibilidade para perceber a diferença entre o projeto eleitoreiro da hora, da ação construtora do bem comum. Tempos importantes para trazer o jornal para dentro da sala de aula. Ensinar a pensar na ótica de comparações entre planos de governos. A escola se prepara para abrir espaços de formação de leitores sociais.

Nessa alfabetização política é fundamental que a juventude, muitos votando pela primeira vez, possa identificar que candidato, partido ou plano de governo teve o cuidado de pensar com seriedade em políticas públicas para a infância e a juventude? Será preciso um olhar crítico sobre esse tema. Temas candentes como gravidez, drogas, mundo do trabalho fazem parte da vida de nossos jovens cidadãos. Muitas vezes nossos alunos fogem do debate crítico sobre política ao verem o desencanto estampado nas manchetes de todos os meios de comunicação. Se tudo não passa de “sujeira para todo o lado”, porque devo pensar seriamente em quem irei votar ou para quê devo votar? Sim, essa é uma realidade presente no meio de uma juventude a procura de modelos. O exercício do poder a serviço do bem comum é o único critério capaz de encantar uma população que cresce ouvindo palavras que machucam a alma cidadã: mensalão, dinheiro nas cuecas, propina, compra de votos, troca de partido, etc.

Alfabetizar politicamente é garantir uma escola democrática a olhar a pluralidade que estará postas nas próximas eleições. Essa é uma tarefa a ser construída em mutirão, engajando educadores de vários conhecimentos. Um olhar muito especial deverá ser dedicado ao primeiro voto. Um encontro de formação com esses jovens, por exemplo, contribuirá na formação do juízo crítico, um olhar alfabetizado sobre as múltiplas facetas que envolvem uma eleição: conhecer quem são os candidatos, sua história de vida, a história do seu partido e suas alianças, seus planos reais para temas como ecologia, educação, guerra no trânsito além dos já citados nesse artigo.

Alfabetizar é também formar a sensibilidade e a solidariedade. Que causas sociais defendem nossos candidatos? Que história de vida eles podem nos contar sobre isso? Uma cidadania sem amor ao próximo é uma palavra vazia de significado. É interessante observar que muitos candidatos que participam de colóquios em escolas, encontram dificuldades para falar para adolescentes ou jovens. Isso, por si só, revela uma falta de preparo para se dirigir a uma platéia sedenta por novos aprendizados. Muitos entrarão em escolas que aprenderam o significado do trabalho em rede. Cruzarão em outros momentos com espaços educativos sérios falando de temas humanos e alfabetizantes. Basta um mergulho na cidadania juvenil que ficará fácil perceber expressões fortes como Tribos nas Trilhas da Cidadania, Vida Urgente, Pastoral da Criança. 
Outras andanças permitirá que esses candidatos possam  conhecer o nível de compreensão social existente em todos os lugares. Um  plano de governo sério não pode passar batido diante de uma tema como bullying. Não basta apenas uma lei. Que planos concretos na área educativa cada um possui?

Bertolt Brecht quer nos fazer pensar sobre a alfabetização política. Bem vindos às aulas de vida cidadã. Bem vindos a espaços formadores de ética, de valores e de um pensar a palavra política como algo que seja fruto do bem comum. Vamos por mãos na massa.

Fonte: Parceiros Voluntários

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8 comentários:

  1. Amigo, excelente texto !
    Esta é uma iniciativa que deveria ser levada muito a sério !
    Desta maneira, creio eu, mudaria muito o cenário político e a atitude do povo perante este caos, além de uma participação muito mais consciente.
    Um grande abraço !

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  2. É triste sabermos que ainda existem muitas pessoas que votam em alguém com argumentos imbecis:

    - ah, mas ele é tão bonitinho.
    - ah, tá uma bagunça mesmo então vou votar ao menos nele que é engraçado.
    - sabe de uma coisa eu vou anular meu voto, pq todos são ladrões.
    - o Brasil não vai mudar mesmo então votar em qualquer um dá no mesmo.

    Odeio estes argumentos pobres e burros, porém ainda tenho esperança de que este país ainda irá alcançar uma maturidade política satisfatória!

    Ótimo post!

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  3. Oi Deny,

    Concordo plenamente contigo.

    Obrigado,

    Paulo

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  4. Olá Samanta,

    Concordo contigo em todos os pontos.

    Política, como outros assuntos, deveria ser ensinada e debatida desde cedo.

    Abr.

    Paulo

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  5. Paulo,
    A alfabetização política só será possível com investimentos na educação. Ensinar a pensar, e não apenas a escrever. Infelizmente não há muitos investimentos na área, alunos chegam na quinta série sem saber ler ou escrever direito. Mas qual político investiria em educação? O que eles menos querem é fazer o povo pensar...
    Bjos.

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  6. Oi Dani,

    é verdade. Um povo inculto e ignorante é o que todo político quer.

    Bju

    Paulo

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  7. Paulo, realmente esse assunto deve ser tratado com toda seriedade nas escolas. Eu, confesso, não fiz nenhum trabalho nesse sentido e, sinceramente, não me sentia preparada para isso.É importantíssimo o preparo do educador. No entanto, onde eu trabalho, o professor de História, Grande Jorge Diacopulos, realizou um projeto brilhante com meus alunos conscientizando-os, inclusive , por meio da escolha do representante da escola através do voto. Parabéns a ele! parabéns a você pelo texto!! Outra coisa...estou em Campo Grande-MS, a cultura gaúcha aqui é fortíssima e vou comentar com todos sobre seu Blog. Abraços.

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  8. Olá Della,

    muito obrigado pela tua participação e pela indicação.

    Bju

    Paulo

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