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Alimentação Equina

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Alimentação Eqüina, por Nicole Rombach

Nesta época do ano a maioria dos cavalos de competição já se encontra em plena atividade e, com o aumento da carga de trabalho, o programa alimentar de cada cavalo deve ser avaliado criteriosamente para garantir que ele esteja recebendo a nutrição correta que lhe forneça energia suficiente para suportar sua carga de exercícios.

Entre os muitos mitos relativos à nutrição eqüina há o que apregoa que um cavalo deve receber mais ração quando trabalha de forma mais dura. Embora isto seja verdade, é importante lembrar que o cavalo, como animal que pasta, deve receber uma quantidade correspondente de fibra através de várias forragens, a fim de equilibrar seu sistema gastrintestinal relativamente delicado. O cavalo deve consumir pelo menos metade do peso de sua alimentação total em fibras, a fim de reduzir o risco de distúrbios como cólica e laminite.

Há uma regra básica, porém efetiva, para calcular a quantidade total de alimento que o cavalo deve receber, junto com um método para determinar a proporção entre ração e fibra ou forragem.

A quantidade máxima diária de alimento que o cavalo deve receber fica entre 2% e 2,5% de seu peso corporal total. O ideal é que esta quantidade gire em torno de 2%: a quantidade maior só deve ser aplicada a cavalos que tenham uma verdadeira dificuldade de manter peso.

Um cavalo de 500kg deve receber uma quantidade total de alimentode 10kg por dia.

A parte interessante de definir um programa alimentar individual começa agora:

• Para um cavalo com nível leve de atividade, a proporção entre forragem ou fibra e ração será aproximadamente de 70% a 30%. Este cavalo receberia idealmente 7 kg por dia de alimentos fibrosos e 3 kg de ração. 

• Um cavalo com nível médio de atividade (trabalho diário de cerca de 60-90 minutos, sobretudo exercícios aeróbicos com um pouco de condicionamento anaeróbio) receberia uma proporção em torno de 50-50% - 5 kg de ração, 5 kg de fibra. Este é o cálculo alimentar ideal para a maioria dos cavalos de competição. Antes das competições isto pode ser alterado para 6 kg de ração por dia, o que porém deve ser reduzido após a realização do evento atlético. 

• Cavalos com nível alto de atividade, como no caso dos de corrida, podem receber até 8 kg de ração por dia; mais do que isto não é recomendável, já que o sistema intestinal do cavalo não é preparado para digerir ração sem a adição de fibras suficientes para assegurar o bom funcionamento gastrintestinal. Fornecer ração sem o concomitante acesso contínuo a fibras pode afetar o movimento peristáltico e causar constipação intestinal.
Diante dos vários tipos de rações industrializadas no mercado, é importante descobrir o conteúdo exato de cada uma. A maioria das misturas prontas contém uma proporção de proteínas, lipídios e carboidratos. Muitas contém ainda minerais e micronutrientes como diferentes vitaminas, cálcio, fósforo, sódio, ferro, magnésio, zinco, potássio e outros.

O conteúdo de proteína deve ser monitorado e pode variar entre 10% e 15%. A energia produzida pela proteína leva a um aumento de temperatura maior do que o gerado por carboidratos ou gorduras, assim elevando o calor corporal, a transpiração e a perda de eletrólitos. Para cavalos mais novos é imperativo manter o conteúdo de proteína o mais baixo possível, pois uma concentração excessiva tem sido ligada a distúrbios como osteocondrose.

Lipídios ou gorduras extras podem ser incluídos na dieta, no caso de haver necessidade de mais energia ou para manter o peso e o condicionamento. Óleo de milho é um aditivo útil.

Cereais como aveia tem alto conteúdo de amido, de forma que sua inclusão na alimentação fornecerá energia extra, já que são absorvidos como glicose simples. Ao usar uma ração industrializada, verifique o conteúdo de carboidratos antes de adicionar mais cereais à dieta.
SUPLEMENTOS ALIMENTARES

Para o cavalo atlético, o equilíbrio dos eletrólitos é extremamente importante. Há muitos suplementos de eletrólitos disponíveis, mas um meio simples e barato de adicionar eletrólitos à alimentação é usar 3 partes de cloreto de sódio (sal) e 1 parte de cloreto de potássio, e oferecer 1-4 colheres de sopa por dia, dependendo do esforço atlético.

No caso de atividade pesada, adicionar vitamina E e selênio evitará afecções do tecido muscular (miopatia).
Administrar um bom suplemento probiótico pode ajudar a performance atlética e é recomendável durante longos períodos de viagem ou para cavalos propensos a cólica ou outros distúrbios gastrintestinais.
DICAS DE ALIMENTAÇÃO

• Divida a alimentação (ração) em 3 ou 4 doses por dia
• O ideal é não administrar fibra e ração juntas: o tempo entre uma e outra deve ser espaçado
• Mantenha fibras disponíveis e em uma base intercalada (feno, capim, alfalfa)
• Deixe as fibras ou gramíneas ao alcance do cavalo no solo: colocar os alimentos em manjedouras altas presas às paredes pode causar problemas de postura e dentários devido ao desgaste irregular das superfícies de mastigação
• Ao viajar por longas distâncias, o cavalo deve ter acesso a forragem durante o percurso
• Administre vermífugos regularmente para evitar problemas gastrintestinais
• Verifique regularmente os dentes do cavalo: o ideal é a cada seis meses, o mínimo é uma vez por ano
• Sempre tenha agua fresca por perto
• Reavalie regularmente o programa alimentar
• No dia de folga, ou quando o cavalo vai para ferias ou quando ele nao pode trabalhar como normal, nao esquece de diminuir o ração e aumentar a quantidade de fibras
• Introduza variações na alimentação! A maioria dos cavalos gosta de comer frutas e, embora elas contenham muita água, sua base de matéria seca é comparável à dos grãos.

O artigo foi escrito pela profissional de Quiropraxia, Nicole Rombach -PG AM, APM, MEBW, CBW, MIPTI

President, Equinenergy/Caninenergy Ltd. UK/Brazil
office@equinenergy.com
www.equinenergy.com
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